27 de dez. de 2011

Vozes

Para um melhor aproveitamento da leitura, permita-se escutar esta melodia:




Uma oportunidade pra ficar calado
Uma oportunidade pra dizer o que tu pensas
Tens uma chance pra provar o errado
E acabar de vez com, as esperanças

Já viste até aonde vai esta façanha
Agora tu olhas para estes longíquos campos
Vê a aurora e o crepúsculo
Vai ao campeão das pradarias e aos encantos

Tudo na natureza se renova
Tudo para a alma humana limpa
Agora mostra no teu semblante
A verdade, ou o que tua mente aprova

Siga atentamente nesse caminho
Tu saberás aonde encontrar o pote
Você quer ser feliz por um instante?
Vingue-se da melhor maneira possível
Você se torna alvo daquilo que escolhe para vida
VocÊ quer ser feliz eternamente?
Perdoe como se fosse a última vez
Lembre-se que você também não é tão forte assim

Saiba viver como rei ou aldeão
Saiba pensar como se fosse o último verão
Reflita enquanto o tempo é duradouro
Em algum momento da vida verás que não sera claro
Então apenas decida o que te torna melhor
E se você pudesse escolher fazer uma coisa
Sabendo que não iria falhar, o que seria?
Cada um de nós está no mundo para fazer algo
Algo único, então, sorria.

Música: Cossack Patrol - Ivan Rebroff
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6 de ago. de 2011

Amanhecer total

Se enxertasse no teu coração a rosa do amor,
Tua vida não foi inútil,
Quer tenhas buscado ouvir a voz de Deus,
Quer tenhas, sorridente, empunhado a taça do prazer

O prazer este que é tão inconstante quanto uma gota de orvalho:
Enquanto brilha, morre

Sou, contudo, otimista
Há de chegar o dia
Em que ele brilhará para sempre...
(para nós).
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27 de jul. de 2011

Epifania

Nota: Para se compreender inteiramente esta leitura é aconselhável escutar esta música:



E se na equidade do ser, eu encontrar o equilíbrio da alma?
E se na verdade do saber, eu lutar com a paz e não com armas?
E se eu lançar o amor, sem me preocupar com o que me pode refletir?
E se eu acabar por me machucar, mesmo não podendo resistir?

E se eu forjar verdades, mescladas com justiça e autopiedade?
E se eu necessitar de um ombro, movendo sorrisos de saudade?
E se eu te dizer que não sei qual o motivo, daquilo que sinto mas não vejo?
E se eu não souber falar aquilo que não sinto , mas sei quando almejo?

E se os homens levassem nos códigos genéticos as memórias?
E se eu soubesse prever as batalhas e os heróis só me dessem glorias?
E se eu percebesse, que meus tratados não são nada além do mais?
E se eu tivesse chance, mesmo que os caminhos fossem todos tortuosos e desiguais?

E se eu cansasse de querer entender, parasse de escrever e tentasse ao menos fazer?
E se toda frustração fosse embora e agora a única voz é a que o futuro passou a escrever?
E se eu dedicasse uma canção aos que me escutam, e aos que me protegem?
E se fosse real, tudo aquilo que minha mente quer que me revelem?
Pois é, pois é
E seria completamente motivante, parar de fazer perguntas e simplesmente responder de forma elegante

Música: Amazon Rainforest Relaxation
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6 de jul. de 2011

Abre asas e ruma ao fogo

Os calhaus em minhas botas se esfacelaram
De tanto andar por estas pradarias
O brilho rubilar que eu havia visto em teus olhos
Está opaco, há tempos me parecem descontentes

Enquanto caminho, ficam para trás
Como este rastro de pegadas
Enquanto à frente o sol me guia
Me vejo livre e agora disposto

Um conto antigo, hoje esquecido,
Trazia a dica aos desavisados
De que aquele que alguns acolhem,
Enquanto para outros perece,
Mostrará a verdade e sua sina,
Seu papel nesse cenário inacabado

Sem olhar para trás, siga seu rumo
Sem pensar pra trás, deixe o ciclo seguir seu fluxo
Sem mais falsos sorrisos, siga o sol
E siga a lua, pois ela, e somente ela
Pode te levar àquele lugar que você anseia alcançar

Enquanto voo, não piso em falso
Enquanto ascendo, eu sinto a brisa
Enquanto plano, vejo o passado
E todas as pessoas que vão diminuindo
À medida que subo, ouvindo o vento,
Ouvindo apenas o bater das minhas asas
Mais uma vez, em direção ao sol

Irredutível, tudo abaixo
Encandeço enquanto me desfaço
Alcancei-o, e agora queimo

Nada era afinal tão claro,
Quanto este brilho, que será para sempre
A coisa mais impressionante que eu ja ví
E que será também, a minha última visão em vida
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4 de jul. de 2011

Mácula


Quando tuas lembranças são só o que te consolam
Quando não consegues ver como prosseguir
Deves adimir pra sí mesmo que é fraco
E então deves se erguer e seguir adiante
Caso contrário ficará parado
Nesse estado abstrato de sofrimento
Desnecessariamente.
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29 de jun. de 2011

Loucuras inconvencionais de um espetáculo

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Meus senhores e minhas senhoras
É com grande honra e prazer
Que venho lhes falar das horas
Mas deste jogo com orgulho nunca vou esquecer

Também é fácil justificar a minha ausência
Já que sem tua presença amada, eufórico fico
E de que me adianta se resta agora a inocência
No momento risadas irônicas do anão e homem rico

Senhores e sem horas, rapazes e raposas
No deleite efervescente do entardecer
Exulto em lúcido semblante esclarecer
Minhas vozes atenuantes elogiam tais esposas

De que me importa ser filho da santa
Mais valia ser filho da outra
Bolsos furados moedas ao relento
Mas pergunte ao ilusionista do que se levanta

Que empolgante ver plateia tão desinformada
Ver alegre víspora nos joguinhos idosos
Meia entrada para a fanfarrada
Jogo genial de sacudir os ossos

Sem ouros e senhoras
Chega de conversa
Serra logo o convidado
Ilusão do espetáculo e vice-versa

Mas seu pai era careca?
Me mostre suas entradas por favor
O respeito não é 'sim senhor'
Agora corre pela rua nu e grita eureka

E o Grand Finale suave e esperançoso
Tensão pré-traumática
Dos velhos cálculos da matemática
Torna o clímax perigoso

Volte sempre mentes ávidas da natureza
Angústia é traiçoeira e andar é de vagabundo
Solte gargalhadas hilariantes pelo mundo
Mas não esqueça, que este espetáculo é da incerteza

Música: Must let the show go on - Three Dog Night
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25 de jun. de 2011

Verdade seja dita...

Lembro que me disseste amargurado
Daquelas coisas que simplesmente não devem ser
E nem por um segundo cheguei a acreditar em ti

Sei que neste emaranhado confuso de sentimentos
Ficaste só e sentindo frio,
Neste espaço enorme e vazio
Que chamas de casa

Se ao menos eu pudesse entrar,
Se pelo menos tu viesse a me convidar
Eu iria, e não deixaria que sofresses
Porque eu também estou sofrendo.

Costumávamos pensar que a chuva viria
E traria consigo um novo dia
E que com isso conseguiria te curar,
Mas não acreditei, nem por um segundo
Eu não acreditei.

Se ao menos eu pudesse enrtar...
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16 de jun. de 2011

Monólogo da Metáfase

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

Situações engraçadas, não?
E você vendo isto aqui
Já perdeu alguns segundos
Agora está apenas na sua mão

Participe mais desse monólogo
Olhe para os meus olhos
Leia os meus lábios
Incite sua ira logo
Dedique-me aos sábios
Ora, já não sei se jogo

Será que perdeu a vontade?
Iniciou e cansou na metade?
Notou que precisa beber
Chore, e peça para chover
Ensopado de tanto dançar
Riso frenético e instigante
Ora, não é pequeno, e nem gigante

Esforço para prosseguir?
Vontade da força?
Ouça, depois nós contamos
Leve numa bolsa
Uma verdade sempre é dita
Amanhã depois, é que se agita.

Música: Hit Road Jack - Ray Charles
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15 de jun. de 2011

Sobre caras e escaras

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Não tenha medo de se machucar, tenha medo de machucar os outros
Não tenha medo de cicatrizes, tenha medo de quem nunca as teve
De quem não tem marcas
Grandes personalidades são aquelas que mais tiveram cicatrizes
Aquele que nada feriu será uma incógnita
Até que seja desferido o primeiro golpe
Não tenhas medo de se defender
Não tenhas medo de se prontificar
Tenhas medo dos teus obstáculos
Mas não caia na sua ilusão
Tenha medo para que seus sentidos sejam aguçados
O medo é a consequência do ser, faz parte do humano
O medo previne, não em demasia
Só erra quem faz, mas só faz quem não tem medo
Medo do que é desconhecido é válido até certo ponto
O medo não permite o uso da sabedoria
Medo da morte?
É tão vago quanto ter medo de se posicionar numa situação
Medo do escuro é tão vago quanto temer o caos
Medo de ferir-se é tão vago quanto o medo de apaixonar-se
Nada no mundo derrota mais as pessoas do que o medo
É a maior e mais mortal das armas
A insegurança humana estabelece vínculo com o egoísmo
Esse medo nos torna presos
Não temos a nossa liberdade plena, por esse simples fato
Temos medo de tudo e de todos, assim como todos tem medo de nós
Só será livre aquele que nada temer na sua alçada
Só será humano aquele que reconhecer os seus medos
Só será humano aquele que não temer ferimentos da batalha


Música: Esperanza - Dick Dale
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14 de jun. de 2011

Epifania sobre o Medo

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

Indagável, intragável, inefável, invariável
Desconcertante, destituinte, desmitificante, desigual
É o medo de mediar os sonhos reais dos pesadelos sinistros
É ouvir o que não se pode sentir
É inalar aquilo que não se pode ver
É falar aquilo que não se pode tocar

Quebra a sociedade em meio aos atuais cacos
Mistura as vestes da Plebe aos finos tecidos Reais
Unir o homem ao homem, do linho aos trapos
Unir o homem de Deus, e o deus do Homem

Fechar os olhos e sentir a mudança
Instigar pelos cantos moralistas
Conurbação de pensamentos pelo direito de liderança
Proteção dos valores dos justos

Segue as palavras do iluminado
Segue anexo o arquivo celeste
Estorva o homem calado
Porém, sábias palavras do homem que fizeste

O que encontra a resposta, a tudo encontra
O que procura, a tudo acha
O que não se encontra, não se acha na vontade
O que se desfaz, não tem se não o ímpeto
O bilingue, só pode pronunciar uma palavra de cada vez
O homem que entende, sofre da epifania
O que se esconde, tem medo de sí

Música: Sad Piano Instrumental
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1 de jun. de 2011

A arte da caça

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


O que você busca para sua vida?
Parece fácil responder essa pergunta
Talvez para alguns até seja
Homens buscam felicidade, e não existe exceção para essa regra
No final, é exatamente isso que se define
Pacifistas são exatamente iguais aos que defendem uma boa batalha
O que os separa é um abismo, de uma única visão diferente
Mas o desejo é o mesmo, a felicidade
A guerra só existe para garantir a felicidade, de um dos lados
Para todos é assim, muitas vezes essa felicidade custa caro
Mas ninguém disse que ela seria barata ou de graça
A coexistência de paz e guerra é evidente, uma precisa da outra
Talvez o que se devesse defender é o modo como ambas funcionam
Isso é digno de estabelecer metas
Mas no final, a busca é a felicidade
De um indivíduo, de um grupo, de uma sociedade, de uma humanidade
No futuro da sua vida há humanidade?
Seja o Homem-feliz, seja felicidade, seja quem tiver que ser
Apenas basta lembrar que você pode
Apenas basta lembrar que uma guerra não é apenas uma guerra
Apenas basta lembrar que não se deve ter,fazer ou ser em excesso, tampouco em falta
Apenas basta lembrar que a vida é única e intransferível
Apenas basta lembrar que felicidade é puramente encontrar a alegria, na alegria dos outros

Música: Platoon Theme
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31 de mai. de 2011

A arte do sussurro

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



E vejo o brio dos teus olhos
Quando esmaga assim os meus ossos
Quando foges do meu sorriso
Ou não ouves o meu aviso

Conto os passos para dar volta ao mundo
Mas num segundo me ponho a descansar
Porque penso em outro mundo
Que não me põe para julgar

Hoje vivo num elegante julgamento
No meio das tais excelências
Enquanto espero do suspiro aliviar
Pra ver mais uma vez os olhos teus
Que na manhã a passarada faz cantar

Em escalada, o mundo segue desordeiro
Anarquia desmotivante
Que une a força do bravo
Mas que irrita o petulante

Com um sussurro, um aviso
Com aviso, um pensamento
Um pensamento, um julgamento
Um julgamento, um indeciso
No indeciso, um petulante
Que acaba de uma vez
Com um sussurro inebriante

Música: Histoire D'o - Paul Mauriat
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27 de mai. de 2011

Hide and Seek

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Aqueles olhos azuis
Me seguem a todo lugar
Toda esquina, todo bar
Todo campo, toda estrada
Verifico que não resta mais nada
A não ser olhar, quem agora me seduz

Aquela voz doce
Me persegue a todo lugar
Toda casa, todo parque
Toda rua, todo mar
Verifico que não resta mais nada
A não ser o que me fez, parar para escutar

Aquela pessoa
Me persegue a todo lugar
Toda luz, toda escuridão
Toda enseada ou imensidão
Verifico que não resta mais nada
A não ser fazer o que quero tentar
Abraçar a quem me segue, sobre a luz desse luar.

Música - Te quiero - Stromae
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24 de mai. de 2011

Cabron!

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Ande rapaz, mova-te dessa estrebaria imunda
Levante e caminhe nesta direção
Entenda o que eu te digo
Não esquece desse tremendo furacão

Levanta esta tu mano izquierda
Te une a esta legião
Garante aqui o teu espaço
Não seja apenas mais um nesta nação

Teu povo precisa de ti
Sei que já podes me ouvir
Sei que já podes me falar
Mas escute atentamente as histórias que vivi

Primeiramente sejas hermano de tus hermanos
Pegue tuas armas e as flores
Apenas responda a este chamado
Tua história será repassada através dos anos

Seja herói, seja comandande, seja soldado
Sejas tu, esqueça da matriarcal sede de poder
Reaja, nem oligarcas nem aristocrátas
Nem monarquias, guardarão teu destino revolucionário

Tua revolução não é contra homens, nem estados, nem abalos
É contra ti mesmo, para libertares de tuas amarras
De tuas correntes e muros que te cercam
Teu furor revolucionário, para acabar com tuas viseiras de caballo

Música: Hasta siempre Commandante Che Guevara - Carlos Puebla
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19 de mai. de 2011

O rio é meu, do Nilo ao Niágara

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Não cometeste nenhum crime,
Mas também não salvaste nenhuma vida
Não apertaste nenhum gatilho
Mas também não foi tua a mão que cessou o fogo

Não és vilão de forma alguma
Contudo não tens nenhum feito heróico
Permaneceste quieto e distante, sempre
Com teu comportamento indiferente e sério

Quando recorri a ti com urgência
Me respondeu com apatia,
Porque é assim que és

Não foi capaz de descrever o quão doloroso matar
Nem de o quão glorioso é a vida de alguém salvar
Nunca conseguirás me contar de teus pecados,
Assim como nunca citarás nenhum de teus valores, falsos

Simplesmente ficaste aí
Observador ocioso dos dias que passam
Absoluto, sem estabelecer ideias acerca de nada

Sem reação, sem opinião
Sem opinião, sem hesitação
Sem ação, sem nada

Eu agora me questiono se tu não te sentes
Abandonado, esquecido, fragilizado
Se já sentiste a dor, se já sentiste o amor

Ou se só sentes o vidro da janela pressionado contra seu nariz
Enquanto assistes, impotente, as voltas que este mundo dá,
Cada vez mais rápido,
Através de um mar de esperança, desespero e desapego
Enquanto não encontra nem perguntas, nem respostas.


Música: Bicho de Sete Cabeças - Zé Ramalho
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17 de mai. de 2011

Quinhentas milhas

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


É tão fácil esquecer dos bons momentos do dia
Ao passo que é muito difícil perdoar os malefícios do mesmo
O Homem preocupa-se demais com o que não lhe pertence
Como também preocupa-se demais com a sua forma física
Enquanto deveria se preocupar mais na sua forma de pensar
Tampouco os homens se preocupam com aquilo que os faz apenas Viver
Ou quem os colocou no mundo, ou quem faz dessa vida um mar de Euforias
Já dizia o homem de sábia consciência
Preocupação é apenas se frustrar antecipadamente
Ocupar-se daquilo que não faz sentido
Não confunda descaso com preocupação
Ter os olhos atentos é diferente de saber o caminho e ir vendado
Porque aprender que uma rocha é dura, é totalmente diferente de Ter a singela experiência de socá-la
O futuro sempre acontecerá, independente se houver homens no Mundo ou não
O presente, acaba de virar passado e o conceito é frustrante
Porque nunca se consegue definir o que é
Do passado? Guardo as memórias boas, tento ao menos relembrar Sempre que posso
Porque as ruins, são marcantes como cicatrizes, ao ve-las, Lembramos do Acidente
Mas não nos remoemos mais, porque a dor ou os processos já estão Em outra estância
Prefiro identificar cada indivíduo do meu passado, ficar atento a cada Segundo que ainda é presente
E pensar no futuro como motivação e não como um fardo
Pretender seguir nessa estrada é algo grandioso, requer no mínimo Atenção, cuidado e prudência
Sempre com estes quesitos, porque a estrada não tem fim, nunca, Não é apenas uma estrada que
Enchergamos o final, que sabemos o que virá em nossa direção, não É apenas...
Quinhentas milhas

Música: Five Hundred Miles - The Hooters

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Tente resolver, uma opção pode escolher

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Escolha viver, escolha fugir
Tente correr, tente me ouvir
Tente me ver, comece a grunhir
Escolha cantar, escolha partir

Comece a dançar, sinta no ar
Resolva surgir, não deixe cair
Resolva parar, deixe-o uivar
Comece a surtir, comece a surtar

Comece a dançar, tente acalmar
Não pare de rir, pare de chorar
Tente sorrir, me deixe ajudar
Iluda o freguês, faça-o pagar

Cante ao luar, visite o pomar
Tente propor, solte o vapor
Deixe-o queimar, ajude-o lutar
Deixe anunciar, da borboleta ao larvar

Resolva decidir, o caminho a perseguir
Decida a solução, que seja os braços do campeão
Não deixe transparecer emoção, nem exploda o coração
Critique sem medir, mas sempre pense antes de agir

Tente escolher, viver intensamente ou morrer em acidente
Faça balançar, ganhar um ente
Entenda o cavalgar, obstáculos no caminhos vais achar
Mas jamais, em hipotese alguma, deixe de tentar.

Música: Francia - Laibach
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14 de mai. de 2011

Isodensidade


Venho correndo, denovo ela

Venho com pressa, troco o lado

Volto devagar, tranço as pernas

E agora em harmonia subo farto



Haha, não, nem anjo nem flor...

Dançarina clara, aquela que dança

No ar, no ato, na dor . . .
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11 de mai. de 2011

Um brinde para a insanidade

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Olhar nesta rua vazia,vazia minh'alma falida

Não saber analisar o prognóstico da minha vida

Mundo meu que exclama em grande lamúria

Grunhindo junto aos ratos, ratos , ratos na via

Séries de pessoas me apresentam soluções

Medos, travessuras, viagens e invenções

Mirabolantes mentes conspiram contra mim

Mirabolantes mentes conspiram contra mim

Nesta travessia

Já não vejo os mesmos rostos

Daqueles que me atormentavam, no camarim

Mas que tornam essa parábola, a unica, a unica, a unica

Sem fim

Estas vestes que limitam o móvel, mover,

Move-se, outrora minha luta contra quem não é

Deixa de ser ou se faz prevalecer

Eles tem perseguido-me, eles tem feito-me correr

Colocou em mim a semente da astúcia

E as verdades são mentiras

Não confio em ninguém, ninguém, ninguém

Nem na antiga Rússia

Aquele remédio a quem me atiras...

A gente vende e compra duas liras

Lira, lira me diga...

Eu não sei, não sei... não sei

O que estão falando, talvez sejam loucos

As vozes ecoam, é a lei

Deixem elas voareeem, meu correio é alado

Voa, voa, pequenina, voa...

Peguem eles, os inimigos irão sofrendo

E sigo ainda dizendo, que a loucura tomou a eles

Porque tentam me segurar

Se estiver louco doutor, doutor, doutor

Pode falar

Mas verdade seja dita, se sei o que é Guernica

E nem me escondo pra falar, me veja três copos e alho

Que é bebida pra se celebrar


Música: Crazy - Gnarls Barkley

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9 de mai. de 2011

O paradigna matriarcal e a perspectiva de um filho dividido


Um conjunto sem distorções
Comporta os três, e suas convicções
Nada dissipa a magia que os unta
Nada separa esta mágoa da angústia

Não se sabe o que um deles tormenta
Outro se sabe que foi sua recente a perda avarenta
Do amor de uma vida, no clamor de sua voz
Outro se sabe, não é nada

Não é nada que interesse,
Nada que sejamos capazes de compreender
Nada que nossa mente fútil não venha,
Com seu intelecto torpe, a distorcer

Cada um descreve seus temores com seus casos
Casos de amor e guerra
De uma vida sem encantos

Vida esta que eles sabem
Não há real significado
Se ao que tiveres, nenhum valor for agregado.
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Peças certas em momentos certos

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


É verdade imutável, a consciência do homem é algo divino e arbitrário.

E esse se não for divino decorre da consciência racional do ser.

A arbitrariedade projeta o teológico no científico.

A liberdade projeta o científico no teológico.

O teológico é permanente e exclusivo.

O científico é informal e anárquico.

Anarquia da coerção humana.

Anarquia não da ausência de poder.

Elementos opostos que não podem ser unidos.

Tampouco separados.

Porque se completam.

Lado a lado.

Numa competição desvairada.

Que une visões diferentes.

Mas que resultam em firmamento.

Firmamento para a liberdade.

Liberdade do ser.

Numa peça,

Só.


Não deixe fatos consumados colocarem tua cabeça de encontro ao chão

Que terminam por abalar a tua estrutura.

Que não te elevam à altura

Sejas tu Rei ou Peão.

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5 de mai. de 2011

Cantiga do Menestrel

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Ao ver cantante alegre menestrel
Nos une vivos no folclore da roda
Ciranda que me lembra teus olhos de mel
Que anima aos broncos da horda

Livra-me das angústias para me libertar
A minha imagem revela o que mais quero guardar
O meu semblante demonstra minha falha
Pois o que quero é apenas um momento contigo que valha

Sei que segues triunfante, outrora fosse minha
Hoje castiga minha ira, com a injusta mentira
Faz da minha cantiga, a mais velha artimanha
Para fugir de encontro com o passado enquanto apenas caminha

Vejo tu, junto ao meu lado, mas desapareço quando saio da linha
Me fadiga cantar uma canção minha
Porque me lembro somente dos teus passos
Os meus problemas, sinto que nem todos são rasos

Me envergonho de ti, por não decidir qual é a verdade
Cauteriza com chama, o que é justo e nos pertence
Revitaliza a vida, quando encontro outra deidade
Sei que nela esqueço tua euforia mais recente

Nessa dança os tolos se sentam
Na verdade a justiça se faz alcançar
E depois elas com furores me cantam
Porque me olhas se não me tiras para dançar?

Música: The Bard's Song - Van Canto
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4 de mai. de 2011

Como diamantes no céu

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Nunca esquecemos das ofensas
Mas sempre esquecemos dos elogios
Nunca se sabe quanto tempo temos
Mas se sabe o quanto tempo vivemos

Pouco se sabe do universo
Mas muito se sabe da Terra
Pouco se sabe da vida
Mas a morte é a única que é certa

Muitas são as estrelas no céu
Poucos são os verdadeiros amigos
Muitas verdades são ditas ao vento
Poucas são as mentiras que não se descobrem com o tempo

Nunca se sabe qual é o número total de palavras
Mas imagens possuem significado completo
Nunca se deixa uma criança perder a esperança
Mas crianças nunca se preocupam com herança

E se fosse verdade, que cada estrela representasse
Uma pessoa presente na terra, quando sumisse ou deixasse
Não saberíamos o que teria acontecido
Mas se entenderia que as estrelas teriam vencido

Música: Twinkle twinkle - Jewel
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25 de abr. de 2011

Prólogo da lenda dos doze lobos

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:





gora vejo, neste vale, nestes campos amarelos, que até ao longe vão, permaneço atento aos teus passos, assim como sempre o fiz. Sei que escutas a essa melodia celestial como a quem suspira ao acordar para mais um dia. Luto com todas as minhas forças pra também ver o que reserva o futuro. Não pertenço a esta ordem, mas sigo atentamente os passos daqueles que me zelam, nem todas as sementes são frágeis para serem guardadas por frutos. Muitas vezes os frutos protetores são tão fracos que se esfacelam no impacto, neste lugar me sinto livre pra imaginar o que há após os vales verdes
Após os riachos puros e as Florestas das lamúrias.

alvez seja nestes lagos, que eu deva contar a lenda dos doze lobos. Lobos divididos em suas ordens internas, os de primeira ordem seguiam os preceitos, que cada homem leva na sua cabeça e no coração. Seis deles carregam os seis elementos principais para a verdadeira natureza. Os outros seis carregam os elementos que instigam o ocultismo da alma, tudo aquilo que ao alcance do teu toque for inevitável, se tornará funesto. Esses são os doze lobos da alma interior. Precisava distinguir a real diferença entre eles, e o homem em constante dúvida foi interrompida, dizia o homem das montanhas, que não sabia a diferença entre os seis lobos bons e os maus. Até que seu mestre, mostrou que não bastava conhecer os lobos e suas verdades, seu mestre mostrara que a escolha dos lobos seria justamente, aqueles que ele alimentaria na vida.

assim o homem compreendeu que o que fazia em vida, fazia com que seus lobos uivassem pela eternidade. Como uma alcatéia de lobos famintos por seus conhecimentos e anseios, e é exatamente o que queriam do homem, atitude suficiente e determinativa.



Música: The Gael - Royal Scots Dragoon Guards
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