11 de mai. de 2011

Um brinde para a insanidade

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Olhar nesta rua vazia,vazia minh'alma falida

Não saber analisar o prognóstico da minha vida

Mundo meu que exclama em grande lamúria

Grunhindo junto aos ratos, ratos , ratos na via

Séries de pessoas me apresentam soluções

Medos, travessuras, viagens e invenções

Mirabolantes mentes conspiram contra mim

Mirabolantes mentes conspiram contra mim

Nesta travessia

Já não vejo os mesmos rostos

Daqueles que me atormentavam, no camarim

Mas que tornam essa parábola, a unica, a unica, a unica

Sem fim

Estas vestes que limitam o móvel, mover,

Move-se, outrora minha luta contra quem não é

Deixa de ser ou se faz prevalecer

Eles tem perseguido-me, eles tem feito-me correr

Colocou em mim a semente da astúcia

E as verdades são mentiras

Não confio em ninguém, ninguém, ninguém

Nem na antiga Rússia

Aquele remédio a quem me atiras...

A gente vende e compra duas liras

Lira, lira me diga...

Eu não sei, não sei... não sei

O que estão falando, talvez sejam loucos

As vozes ecoam, é a lei

Deixem elas voareeem, meu correio é alado

Voa, voa, pequenina, voa...

Peguem eles, os inimigos irão sofrendo

E sigo ainda dizendo, que a loucura tomou a eles

Porque tentam me segurar

Se estiver louco doutor, doutor, doutor

Pode falar

Mas verdade seja dita, se sei o que é Guernica

E nem me escondo pra falar, me veja três copos e alho

Que é bebida pra se celebrar


Música: Crazy - Gnarls Barkley

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