15 de jun. de 2011

Sobre caras e escaras

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Não tenha medo de se machucar, tenha medo de machucar os outros
Não tenha medo de cicatrizes, tenha medo de quem nunca as teve
De quem não tem marcas
Grandes personalidades são aquelas que mais tiveram cicatrizes
Aquele que nada feriu será uma incógnita
Até que seja desferido o primeiro golpe
Não tenhas medo de se defender
Não tenhas medo de se prontificar
Tenhas medo dos teus obstáculos
Mas não caia na sua ilusão
Tenha medo para que seus sentidos sejam aguçados
O medo é a consequência do ser, faz parte do humano
O medo previne, não em demasia
Só erra quem faz, mas só faz quem não tem medo
Medo do que é desconhecido é válido até certo ponto
O medo não permite o uso da sabedoria
Medo da morte?
É tão vago quanto ter medo de se posicionar numa situação
Medo do escuro é tão vago quanto temer o caos
Medo de ferir-se é tão vago quanto o medo de apaixonar-se
Nada no mundo derrota mais as pessoas do que o medo
É a maior e mais mortal das armas
A insegurança humana estabelece vínculo com o egoísmo
Esse medo nos torna presos
Não temos a nossa liberdade plena, por esse simples fato
Temos medo de tudo e de todos, assim como todos tem medo de nós
Só será livre aquele que nada temer na sua alçada
Só será humano aquele que reconhecer os seus medos
Só será humano aquele que não temer ferimentos da batalha


Música: Esperanza - Dick Dale
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