4 de abr. de 2011

Verme da Hermenêutica


NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

É inevitável, inegável e irredutível que a sabedoria humana não passa de um mero acaso físico.

Humanos, meros grãos de areia sufocados pelos trâmites da sociedade. Inquietação constante, frustrante e inebriante...

Sensações meramente psicológicas, reações químicas, fisicamente comprováveis... como pode?
Como pode o ser humano ser tão simplificável na sua magnitude, e assim por se dizer capazes de notáveis criações...

De tal forma que se achem capazes de tudo, atados pelos quatro membros.
Puramente ilustrativos, comparados a todos os outros seres, e talvez até inferior a eles, já que buscam incessávelmente as respostas...

as respostas de suas origens. E se a preocupação fosse para aonde vamos ao invés de onde viemos?

Talvez não existisse injustiça, religiões ou fronteiras, nem céu nem inferno.
Talvez fosse plausível parar de decifrar a linguagem dos golfinhos e se deter apenas a linguagem humana.

Talvez fosse plausível explicar da mesma forma a um verme na terra o quão ele é importante ao universo.

Infinito ou não, comparado a ele, nós somos igualmente como larvas rastejantes que num mundo gigantesco habitado por criaturas enormes e bizonhas, sofre com a insensatez da tamanha inferioridade.

E ainda assim, elas não interrompem de seguir seu destino limitado e ficcional.
A nossa liberdade não está no que é físico, e sim no maior momento que tiveres em tua mente.


Música: Heaven - I Monster
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