NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

Você vem de outra era, você vem de outro tempo
Espera aprender o que é gerado pelo povo
Atende as necessidades da vida
Mas se sente nômade, em constante movimento
Aguarda seguir os preceitos da juventude
Mas é bruscamente ofuscado pelo passado
Sente que sua vida não está no momento
Vive do passado com sábia plenitude
Consegue ver você em uma situação que ocorreu há oitocentos anos
Sente uma vontade absurda de retornar às origens
Procura todos os meios possíveis de obter isso
Mas se frustra ao ver a sociedade real atrás dos panos
E quando a cortina fecha, os aplausos são o que mais importa
Consegue inundar o salão com o barulho estridente
Aos poucos a multidão se levanta num viral humano
Mas se sente triste porque agora seu rumo é a porta
A porta para o mundo sem platéia, aquele que o castiga
Não te espera levantar, segue num compasso intrínseco
Numa ânsia de acordar no passado, de ouvir a sua lira
De despir a veste atual para vestir a antiga
Mas como um peão, num momento fatídico e único
Pára, já sem força, sem vontade, sem opinião
A Força que o conduz já não o pode revigorar
Mas há sempre uma mão para ajudar o pudico
O momento é você que faz, as suas escolhas mudam diretamente com a sua vontade
Não é preciso seguir o que oferecem, e ninguém precisa seguir o que você oferece
Porque este círculo vicioso culmina na extinção, não extinção humana
Mas o processo que julga e que amedronta extinguindo a alma da verdade
Música: Misirlou - Cleanoff Strings & Orchestra
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