27 de jul. de 2011

Epifania

Nota: Para se compreender inteiramente esta leitura é aconselhável escutar esta música:



E se na equidade do ser, eu encontrar o equilíbrio da alma?
E se na verdade do saber, eu lutar com a paz e não com armas?
E se eu lançar o amor, sem me preocupar com o que me pode refletir?
E se eu acabar por me machucar, mesmo não podendo resistir?

E se eu forjar verdades, mescladas com justiça e autopiedade?
E se eu necessitar de um ombro, movendo sorrisos de saudade?
E se eu te dizer que não sei qual o motivo, daquilo que sinto mas não vejo?
E se eu não souber falar aquilo que não sinto , mas sei quando almejo?

E se os homens levassem nos códigos genéticos as memórias?
E se eu soubesse prever as batalhas e os heróis só me dessem glorias?
E se eu percebesse, que meus tratados não são nada além do mais?
E se eu tivesse chance, mesmo que os caminhos fossem todos tortuosos e desiguais?

E se eu cansasse de querer entender, parasse de escrever e tentasse ao menos fazer?
E se toda frustração fosse embora e agora a única voz é a que o futuro passou a escrever?
E se eu dedicasse uma canção aos que me escutam, e aos que me protegem?
E se fosse real, tudo aquilo que minha mente quer que me revelem?
Pois é, pois é
E seria completamente motivante, parar de fazer perguntas e simplesmente responder de forma elegante

Música: Amazon Rainforest Relaxation
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6 de jul. de 2011

Abre asas e ruma ao fogo

Os calhaus em minhas botas se esfacelaram
De tanto andar por estas pradarias
O brilho rubilar que eu havia visto em teus olhos
Está opaco, há tempos me parecem descontentes

Enquanto caminho, ficam para trás
Como este rastro de pegadas
Enquanto à frente o sol me guia
Me vejo livre e agora disposto

Um conto antigo, hoje esquecido,
Trazia a dica aos desavisados
De que aquele que alguns acolhem,
Enquanto para outros perece,
Mostrará a verdade e sua sina,
Seu papel nesse cenário inacabado

Sem olhar para trás, siga seu rumo
Sem pensar pra trás, deixe o ciclo seguir seu fluxo
Sem mais falsos sorrisos, siga o sol
E siga a lua, pois ela, e somente ela
Pode te levar àquele lugar que você anseia alcançar

Enquanto voo, não piso em falso
Enquanto ascendo, eu sinto a brisa
Enquanto plano, vejo o passado
E todas as pessoas que vão diminuindo
À medida que subo, ouvindo o vento,
Ouvindo apenas o bater das minhas asas
Mais uma vez, em direção ao sol

Irredutível, tudo abaixo
Encandeço enquanto me desfaço
Alcancei-o, e agora queimo

Nada era afinal tão claro,
Quanto este brilho, que será para sempre
A coisa mais impressionante que eu ja ví
E que será também, a minha última visão em vida
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4 de jul. de 2011

Mácula


Quando tuas lembranças são só o que te consolam
Quando não consegues ver como prosseguir
Deves adimir pra sí mesmo que é fraco
E então deves se erguer e seguir adiante
Caso contrário ficará parado
Nesse estado abstrato de sofrimento
Desnecessariamente.
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