29 de jun. de 2011

Loucuras inconvencionais de um espetáculo

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


Meus senhores e minhas senhoras
É com grande honra e prazer
Que venho lhes falar das horas
Mas deste jogo com orgulho nunca vou esquecer

Também é fácil justificar a minha ausência
Já que sem tua presença amada, eufórico fico
E de que me adianta se resta agora a inocência
No momento risadas irônicas do anão e homem rico

Senhores e sem horas, rapazes e raposas
No deleite efervescente do entardecer
Exulto em lúcido semblante esclarecer
Minhas vozes atenuantes elogiam tais esposas

De que me importa ser filho da santa
Mais valia ser filho da outra
Bolsos furados moedas ao relento
Mas pergunte ao ilusionista do que se levanta

Que empolgante ver plateia tão desinformada
Ver alegre víspora nos joguinhos idosos
Meia entrada para a fanfarrada
Jogo genial de sacudir os ossos

Sem ouros e senhoras
Chega de conversa
Serra logo o convidado
Ilusão do espetáculo e vice-versa

Mas seu pai era careca?
Me mostre suas entradas por favor
O respeito não é 'sim senhor'
Agora corre pela rua nu e grita eureka

E o Grand Finale suave e esperançoso
Tensão pré-traumática
Dos velhos cálculos da matemática
Torna o clímax perigoso

Volte sempre mentes ávidas da natureza
Angústia é traiçoeira e andar é de vagabundo
Solte gargalhadas hilariantes pelo mundo
Mas não esqueça, que este espetáculo é da incerteza

Música: Must let the show go on - Three Dog Night
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25 de jun. de 2011

Verdade seja dita...

Lembro que me disseste amargurado
Daquelas coisas que simplesmente não devem ser
E nem por um segundo cheguei a acreditar em ti

Sei que neste emaranhado confuso de sentimentos
Ficaste só e sentindo frio,
Neste espaço enorme e vazio
Que chamas de casa

Se ao menos eu pudesse entrar,
Se pelo menos tu viesse a me convidar
Eu iria, e não deixaria que sofresses
Porque eu também estou sofrendo.

Costumávamos pensar que a chuva viria
E traria consigo um novo dia
E que com isso conseguiria te curar,
Mas não acreditei, nem por um segundo
Eu não acreditei.

Se ao menos eu pudesse enrtar...
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16 de jun. de 2011

Monólogo da Metáfase

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

Situações engraçadas, não?
E você vendo isto aqui
Já perdeu alguns segundos
Agora está apenas na sua mão

Participe mais desse monólogo
Olhe para os meus olhos
Leia os meus lábios
Incite sua ira logo
Dedique-me aos sábios
Ora, já não sei se jogo

Será que perdeu a vontade?
Iniciou e cansou na metade?
Notou que precisa beber
Chore, e peça para chover
Ensopado de tanto dançar
Riso frenético e instigante
Ora, não é pequeno, e nem gigante

Esforço para prosseguir?
Vontade da força?
Ouça, depois nós contamos
Leve numa bolsa
Uma verdade sempre é dita
Amanhã depois, é que se agita.

Música: Hit Road Jack - Ray Charles
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15 de jun. de 2011

Sobre caras e escaras

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:



Não tenha medo de se machucar, tenha medo de machucar os outros
Não tenha medo de cicatrizes, tenha medo de quem nunca as teve
De quem não tem marcas
Grandes personalidades são aquelas que mais tiveram cicatrizes
Aquele que nada feriu será uma incógnita
Até que seja desferido o primeiro golpe
Não tenhas medo de se defender
Não tenhas medo de se prontificar
Tenhas medo dos teus obstáculos
Mas não caia na sua ilusão
Tenha medo para que seus sentidos sejam aguçados
O medo é a consequência do ser, faz parte do humano
O medo previne, não em demasia
Só erra quem faz, mas só faz quem não tem medo
Medo do que é desconhecido é válido até certo ponto
O medo não permite o uso da sabedoria
Medo da morte?
É tão vago quanto ter medo de se posicionar numa situação
Medo do escuro é tão vago quanto temer o caos
Medo de ferir-se é tão vago quanto o medo de apaixonar-se
Nada no mundo derrota mais as pessoas do que o medo
É a maior e mais mortal das armas
A insegurança humana estabelece vínculo com o egoísmo
Esse medo nos torna presos
Não temos a nossa liberdade plena, por esse simples fato
Temos medo de tudo e de todos, assim como todos tem medo de nós
Só será livre aquele que nada temer na sua alçada
Só será humano aquele que reconhecer os seus medos
Só será humano aquele que não temer ferimentos da batalha


Música: Esperanza - Dick Dale
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14 de jun. de 2011

Epifania sobre o Medo

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:

Indagável, intragável, inefável, invariável
Desconcertante, destituinte, desmitificante, desigual
É o medo de mediar os sonhos reais dos pesadelos sinistros
É ouvir o que não se pode sentir
É inalar aquilo que não se pode ver
É falar aquilo que não se pode tocar

Quebra a sociedade em meio aos atuais cacos
Mistura as vestes da Plebe aos finos tecidos Reais
Unir o homem ao homem, do linho aos trapos
Unir o homem de Deus, e o deus do Homem

Fechar os olhos e sentir a mudança
Instigar pelos cantos moralistas
Conurbação de pensamentos pelo direito de liderança
Proteção dos valores dos justos

Segue as palavras do iluminado
Segue anexo o arquivo celeste
Estorva o homem calado
Porém, sábias palavras do homem que fizeste

O que encontra a resposta, a tudo encontra
O que procura, a tudo acha
O que não se encontra, não se acha na vontade
O que se desfaz, não tem se não o ímpeto
O bilingue, só pode pronunciar uma palavra de cada vez
O homem que entende, sofre da epifania
O que se esconde, tem medo de sí

Música: Sad Piano Instrumental
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1 de jun. de 2011

A arte da caça

NOTA: esta leitura é melhor aproveitada se feita enquanto se ouve esta música:


O que você busca para sua vida?
Parece fácil responder essa pergunta
Talvez para alguns até seja
Homens buscam felicidade, e não existe exceção para essa regra
No final, é exatamente isso que se define
Pacifistas são exatamente iguais aos que defendem uma boa batalha
O que os separa é um abismo, de uma única visão diferente
Mas o desejo é o mesmo, a felicidade
A guerra só existe para garantir a felicidade, de um dos lados
Para todos é assim, muitas vezes essa felicidade custa caro
Mas ninguém disse que ela seria barata ou de graça
A coexistência de paz e guerra é evidente, uma precisa da outra
Talvez o que se devesse defender é o modo como ambas funcionam
Isso é digno de estabelecer metas
Mas no final, a busca é a felicidade
De um indivíduo, de um grupo, de uma sociedade, de uma humanidade
No futuro da sua vida há humanidade?
Seja o Homem-feliz, seja felicidade, seja quem tiver que ser
Apenas basta lembrar que você pode
Apenas basta lembrar que uma guerra não é apenas uma guerra
Apenas basta lembrar que não se deve ter,fazer ou ser em excesso, tampouco em falta
Apenas basta lembrar que a vida é única e intransferível
Apenas basta lembrar que felicidade é puramente encontrar a alegria, na alegria dos outros

Música: Platoon Theme
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